A exploração fundamental da apreensão e modulação da duração por trajetórias e condições distintas revela uma percepção que transcende a cronometria objetiva, utilizando a arquitetura do túnel — com suas duas entradas e uma única saída — como metáfora da simultaneidade e da convergência na fluidez temporal. Fotografias sequenciais compõem um vídeo que reflete sobre ações iniciadas em tempos diversos mas convergentes num único ponto, ilustrando a elasticidade da experiência temporal, especialmente em espaços confinados onde o tempo pode parecer distorcido, dilatado ou comprimido. No centro dessa investigação está a experiência fenomenológica da duração, na qual trajetórias singulares criam texturas temporais particulares, potencializadas pelo espaço arquitetônico fechado que remove referências externas. O trabalho questiona a separação entre o tempo cronológico, medido por relógios, e o tempo vivido, em que passado, presente e futuro coexistem numa trama complexa. O túnel serve como símbolo para explorar relações entre causalidade, destino e agência, convidando à reflexão sobre a construção da temporalidade. Essa abordagem abre caminhos para futuras pesquisas sobre manipulação da narrativa temporal, fragmentações e padrões recorrentes, reafirmando a arte como campo privilegiado para desconstrução e renovação dos conceitos tradicionais de tempo.